Um beijo pras vovós gazelas

Eu juro que acho que, se eu tivesse um pouco menos de preguiça e me dedicasse a escrever mais vezes, eu teria um número quantificável de leitores ativos. Mas como eu abandono essa joça por um mês pra depois aparecer divagando sobre leitores ativos, eu acho que eu fundo eu devo………………………..

OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOI, COMO VÃO VOCÊS?

Deixando toda a babaquice emocional que envolve meus leitores ativos, eu fiquei uns três quartos de século jupteriano ausente desse blog, mas agora estou de volta, arriba.

E não sei o que escrever.

Mentira, sei sim. Na verdade, queridos leitores ativos – ignorem o duplo sentido ou pensamento malicioso que isso evoca – eu ia escrever sobre as dificuldades de sobrevivência nesse clima frio que tem nos surpreendido ultimamente  – como, por exemplo, o terror de abandonar o cobertor quentinho e pular para a imensidão gelada da segunda-feira de manhã. Mas aí, eu me lembrei que estamos todos em clima de Copa do Mundo e por isso ninguém vai ler isso aqui porque vai estar ocupada olhando o jogo e aí eu pensei: “oh! Que belo dia para fazer um post sobre futebol”.

Como todos os meus leitores ativos – juro que vou parar de usar essa expressão – sabem, eu sou um lagarto alienígena que não pertence a esse mundo, digo, uma brasileira que não gosta de futebol. Mais do que isso: eu sou anti-futebol. Bom. De qualquer forma, eu nunca quis ser brasileira mesmo. Preferia ter nascido um CANGURU na AUSTRÁLIA, porque, pelo menos, eu ia morar em um país desenvolvido e PORRA, EU ADORO CANGURUS, VAI DIZER QUE ELES NÃO SÃO A COISA MAIS LINDA DO MUNDO COM AQUELAS PATAS GRANDES E BOLSAS NA BARRIGA E

Mais alguém além de mim reparou como, DO NADA, as pessoas passaram a idolatrar o Brasil? Claro, exceto os mórbidos brasileiros que estão torcendo pela Argentina, o que eu acho uma puta falta de sacanagem, já que é claro que todo mundo deveria torcer para a Itália. De qualquer forma, ultimamente, é só sair na rua pra ver milhares de carros com a banderinha do Brasil pendurada nas janelas, vidros cheios de adesivos “BRASIL É HEXA!!1”, toalhas velhas bandeiras puídas penduradas em janelas, camisetas do Brasil desfilando pela rua, mulheres morrendo pelo Kaká, crianças com o nome de Robinho, cachorros com o boné (sim, eu disse BONÉ) do Brasil, peixes ornamentais verdes e amarelos, etc. Muito meigo, não? Eu sei. Mais meigo ainda saber que os brasileiros só são patriotas em época de Copa. Quando o Brasil caga fora do penico ou essa baboseira Copa acaba, todo mundo entra na minha vibe, arranca as bandeirinhas do carro, come as camisetas e sai por aí berrando aos seis cinco quatro ventos: PORRA DE PAÍS.

Eu só quero deixar bem claro que o “entrar na minha vibe” se refere à parte de gritar “porra de país”, e não à comer as camisetas, até porque, elas tem um gosto péssimo e eu prefiro bolachas de polvilho.

E falar em gritar, eu me lembrei de outro fato importantíssimo que eu não poderia deixar de citar: AS VUVUZELAS. De preferência as listradinhas de verde e amarelo.

Pra começar, olha só o nome dessa bustrica bagulho pra chamar vacas que eu esqueci o nome corneta destrambelhada: VUVUZELA. Pelo amor de dadá, até eu, na minha santa LERDEZA, consigo bolar um nome melhor. Tipo, hm, corneta destrambelhada.  De qualquer forma, sempre que eu escuto esse nome, eu associo à VOVÓ GAZELA, e daí eu começo a imaginar a minha vó com uns chifres espiralados na cabeça saltitando pelos campos primaveris do Jordão. Ah sim. Eu esqueci de acrescentar que os chifres em questão são DEVIDAMENTE listrados de verde com amarelo.

Se bem que o barulho que essas porcarias fazem mais parece um alce do que uma gazela.

E eu acabei de lembrar que o nome do negócio pra chamar vacas é BERRANTE.

O que não é muito diferente de uma vovó gazela vuvuzela.

O som continua parecendo o de um alce sendo estuprado.

Claro que a Copa também pode ser divertida. E instrutiva. Todo mundo se diverte xingando o Dunga. E as crianças aprendem a fazer isso bem cedo também. Ah, união dos povos, diversidade cultural, todo mundo junto dando a mão e trocando camisas suadas e fedidas? Pff. Quem precisa disso? Vamos meter a boca no árbitro que é mais divertido.

Façam suas apostas, leitores ativos. Vão em frente e se matem discutindo para decidir quem vai levar a taça esse ano, mas isso não adianta porcaria nenhuma, porque eu já sei que é a Itália que vai ganhar e vocês são todos losers, haha. E não esqueçam de colocar um chifre espiralado verde e amarelo na cabeça da sua avó pra ela poder comemorar também. Pode até pintar umas estrelinhas azuis nele.

Um viva pras vovós gazelas Itália união dos povos mim nações coloridas de uniforme colado.

Beijo e queijo, tchau.

Vou sumir por mais um mês, kakak.

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2 Respostas to “Um beijo pras vovós gazelas”

  1. Jefferson Says:

    Realmente concordo contigo! É mesmo incrível como o “patriotismo” aparece repentinamente no ano de Copa do Mundo! Apesar de gostar de futebol, tenho imensa raiva disto.

    Bom texto e continue a postar, já tens mais um leitor aqui!! \o

  2. Claudio Says:

    Muito bom
    só discordo de uma coisa, não é a Italia q vai ganhar a copa: É O BRASIIILLLLLL

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