Velhas, palhaços e a tal da pureza

Hoje pela manhã, duas senhoras americanas acompanhadas por uma tradutora e dois filhotes humanos vieram fazer uma visita na minha escola. Logo depois, apareceu um palhaço muito bem caracterizado que as acompanhava. Resolveram dividir a escola à moda antiga, e por isso mandaram os meninos para o ginásio acompanhados do palhaço e as meninas para o salão de atos acompanhados das singelas vovozinhas. O que aconteceu naquele ginásio será um eterno mistério pra mim, mas eu tenho minhas suspeitas, que eu prefiro não compartilhar. Vou falar sobre o que aconteceu dentro daquele sinistro, grande e gelado salão de atos. Não, não foi um genocídio. Até porque isso não tem nada a ver com aquele caso que aconteceu lá em meados de 2006 em algum país por aí (ver: maluco coloca meninas de frente para a parede e fuzila todas elas. Não me lembro direito do caso porque eu tinha 11 anos. Malvadinho)  e as velhas nem tinham cara de açougueiras. Não, também não fomos abduzidas e submetidas a testes de laboratório para que os alienígenas se aprofundassem no seu conhecimento sobre nossa raça. Também não rolou uma sessão de tortura. Nem um ataque epilético. O que aconteceu lá dentro foi muito pior.

As até então amigáveis velhinhas gringas acompanhadas de sua tradutora e dos já citados filhotes humanos nos distribuíram panfletinhos nos quais constavam coisas muito estranhas e suspeitas, e comaçou a tensão. Mandaram alguém filmar. E nos estregaram a temida………………………………………………………..

PULSEIRA DA PUREZA!!1

E começaram a fazer um discurso sobre pureza, que eu vou resumir da seguinte forma:

Porra, mano! Eu tô lá, quietinha no meu canto, cumprindo com mérito (ou não) minhas responsabilidades como estudantes, e aí me chega um par de velhas americanas from Flórida que adoram o frio e tem uma tradutora loirosa e querem me passar uma tremenda lição de moral sobre como a pureza vem da mente, da boca e de mais alguma coisa que eu não me lembro porque acabou me levando ao COCHILO? Não que eu me queixe de ter recuperado meu sono perdido, mas ainda assim, não pago a escola para eles me mandarem sentar em uma cadeira de plástico dessas de churrasco de pobre que ACHATAM as nádegas e escutar por SETENTA MINUTOS uma velha falando que eu tenho que morrer virgem! Pior, ter que aturar uma velha sendo interpretada por uma mulher de sotaque deveras engraçado que me impedia de conter o riso e que tinha uma criança que não parou de chorar UM MINUTO. Eu podia escutar os berros dela até quando a senhora desocupada levou ela dar uma voltinha com a mamadeira pra se acalmar.

Não que ela não fosse totalmente fofa. A criancinha, quero dizer. Era completamente nhac.

Ainda assim. Não estou criticando (muito) o trabalho da mulher. O que eu quero dizer é que não acho uma coisa lá muito interessante duas velhas virem me dar uma palestra sobre como eu devo ser, ou como devo agir, ou como devo pensar, e que Jesus chora quando uma menina veste roupas curtas de verão e os homens sentem desejo. Acho que cada um tem sua visão sobre as coisas, o que leva a formar sua crença e ETECETERA E TAL, e, se nós não temos religião na minha escola, é justamente porque não queremos velhas moralistas e religiosas que querem formar opiniões a todo custo e precisam de tradutoras loirosas que tem filhas com uma garganta de aço.

Até porque, eu garanto que elas pesquisaram no GOOGLE a maneira mais chata possível de dar aquela palestra repetitiva e cheia de histórias de vida e palavras como “pecaminoso” (ver: pecado, derivados do). E ainda por cima distribuir pra todo mundo as tais das pulseiras da pureza que até agora eu não entendi pra que serve porque eu estava BABANDO no meu próprio ombro. De qualquer forma, aqui está o grande brinde:

Não me pede detalhes, mas se eu não me engano, a cor azul tinha a ver com o batismo. Eu ainda acho que é uma pulseira do secso disfarçada, e cada uma daquelas bolinhas coloridas corresponde a uma brincadeira sexual que corrompe a pureza. E, desculpem, não estou a fim de mostrar minha cara por enquanto. Minha franja tá PUNK. Fica pruma próxima.

Conclusões finais: prefiro ter aulas. NUNCA ACHEI QUE ALGUM DIA EU FOSSE FALAR ISSO. Mas aconteceu. 2012 está próximo.

E, alguém por favor me responda, nos comentários, se é seguro sair com essa pulseirinha pelas ruas ou se eu corro o risco de ser assediada por um estranho magalomaníaco (o que é megalomaníaco?), porque pode não haver tanta pureza assim nessa cordinha com miçangas. Sabem como é, leitores. Ultimamente, pulseiras andam estuprando pessoas.

Um beijo e um cheddar.

Off: PORRA ITÁLIA, COMO ASSIM FOI ELIMINADA DA COPA? AGORA FIQUEI HUMILHADA DIANTE DOS MEUS LEITORES, SUA FEIOSA.

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3 Respostas to “Velhas, palhaços e a tal da pureza”

  1. Jefferson Says:

    Obrigado por fazer meu dia começar bem! \o/ Realmente tenso isso!!

    “Conclusões finais: prefiro ter aulas. NUNCA ACHEI QUE ALGUM DIA EU FOSSE FALAR ISSO. Mas aconteceu. 2012 está próximo.”

    Será??????? :O

  2. Henrique bonatto Says:

    aushuashaushua ,muito zuado
    bahh q sacanagem isso, eu no seu lugar tb ia prefirir ter aula
    e essas pulserira com certeza devem ter a ver com as “pulseiras do secso” ahsuashashuash

  3. Laura Marques Says:

    UHAUSUAHSUHAUHSUHAUHSUAHHSUHAS’ ri muito, eu vi o palhaço, e eu sai correndo (y’ ( tenho medo de palhaços :x) mas, esa pulseira ai? não sei não :x eu não usaria, vai que . . .

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